segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Encontre a paz, depois distribua. Feliz 2011!

E hoje eu sentei e revi meu Natal, e vi, que não sou a pessoa feliz que eu achava ser.
Naquela reunião familiar faltava alguém, um exemplo pra mim, alguém que eu cresci admirando, que era meu tudo dentro de casa, que era o nosso elo mais valioso: meu irmão.
Então, o que fiz? Mandei um e-mail pra ele, com todos meus sentimentos expostos, mas não consegui enviar as lágrimas que caíram enquanto eu escrevia e via o quanto eu sentia sua falta. Esse é o problema dos e-mails, da distância, da falta de oportunidades para se ter uma conversa nos dias de hoje.
Não me sinto menos aliviada do que antes por ter escrito pra ele, e isso é primeira vez que acontece. Quando o assunto é amor de família, sempre continuo com o coração apertado... Entre brigas e desavenças, a família é o único apoio que sempre termos.
Mas melhor do que escrever, é continuar escrevendo sobre as coisas da vida, sobre os meus, os seus, os nossos problemas. Afinal, ninguém tem o coração de pedra (ou tem), não é!?
Tenho certeza, digo por mim, que chega uma hora na vida que devemos rever nossas ações do passado, sentar e por tudo em ordem, reavaliar o que foi dito e feito, e se necessário, pedir desculpas com quem brigamos, discutimos, dissemos uma palavra que bateu como um soco no rosto...
Já fez isso hoje? Aproveite, por que para pedirmos paz, amor, realizações e tudo mais pro ano que esta chegando, devemos estar com nosso coração em paz, antes de tudo. Faça isso de boa vontade, lave sua alma. Você vai se sentir tão bem, vai ver que tudo ao seu redor vai começar a fluir melhor. Se você fizer isso e alguém não responder como você esperava, não dê importância. Você fez, você tentou. Cabe partir do coração de quem recebeu essa atitude, retribuir. Meu ano vai começar muito bem, obrigada! Última dica: esse ano vou passar a virada de preto. Preto? Sim, preto. Significa: proteção.
Feliz 2011 a todos que lêem meu blog. É tudo feito de coração, gente.

sábado, 18 de dezembro de 2010

Me fala de você...

Hoje, se quiser, se puder, se souber, me fala de você. Da essência vestida com essa roupa de gente com a qual você se apresenta. Fala dos seus amores, tanto faz se estão perto do seu corpo ou somente do seu coração. Fala sobre as coisas que costumam fazer você sintonizar a freqüência do seu riso mais gostoso. Fala sobre os sonhos que mantêm o frescor, por mais antigos que sejam. Fala a partir daquilo em você que não desaprendeu o caminho das delícias. Do pedaço de doçura que não foi maculado. Da porção amorosa que saiu ilesa à própria indelicadeza e à alheia. A partir daquilo em você que continuou a acreditar na ternura, a se encantar e a se desprevenir, apesar de tantos apesares. Conta sobre as receitas que lhe dão água na boca. Sobre o que gosta de fazer para se divertir. Conta se você reza antes de adormecer.

Hoje, me fala de você. Dos momentos em que a vida lhe doeu tanto que você achou que não iria agüentar. Fala das músicas que compõem a sua trilha sonora. Dos poemas que você poderia ter escrito, de tanto que traduzem a sua alma. Senta perto de mim e mesmo que estejamos rodeados por buzinas, gente apressada, perigos iminentes, faz de conta que a gente está conversando no quintal de casa, descascando uma laranja, os pés descalços, sem nenhum compromisso chato à nossa espera. A gente já brincou tanto de faz-de-conta quando era criança, onde foi que a gente esqueceu como se chega a esse lugar de inocência? Fala da lua que você admirou outra noite dessas, no céu. Da borboleta que lhe chamou à atenção por tanta beleza, abraçada a alguma flor, como se existisse apenas aquele abraço. Diz se quando você acorda ainda ouve passarinhos, mesmo que não possa identificar de onde vem o canto. Diz se a sua mãe cantava para fazer você dormir.

Senta perto e me conta o que você sentiu quando viu o mar pela primeira vez e o que sente quando olha pra ele, tantas vezes depois. Se tinha jardim na casa da sua infância, me diz que flores riam por lá. Conta há quanto tempo não vê uma joaninha. Se tinha algum apelido na escola. Se consegue se imaginar bem velhinho. Fala da sua família, a de origem ou a que formou. Das pessoas que não têm o seu sobrenome, mas são familiares pra sua alma. Fala de quem passou pela sua vida e nem sabe o quanto foi importante. Daqueles que sabem e você nem consegue dizer o tamanho que têm de verdade. Fala daquele animal de estimação que deitava junto aos seus pés, solidário, quando você estava triste. Diz o que vai ser bacana encontrar quando, bem lá na frente, olhar para o caminho que fez no mundo, em retrospectiva.

Podemos falar abobrinhas, desde que sejam temperadas com riso, esse tempero que faz tanto bem. A gente pode rir dos tombos que você levou na rua e daqueles que levou na vida, dos quais a gente somente consegue rir muito depois, quando consegue. A gente pode rir das suas maluquices românticas. Das maiores encrencas que já arrumou. Das ciladas que armaram para você e, antes de entender que eram ciladas, chegou até a agradecer por elas. De quando descobriu como são feitos os bebês. A gente pode rir dos cárceres onde se prendeu e levou um tempo imenso pra descobrir que as chaves estavam com você o tempo todo. Das vezes em que se sentiu completamente nu diante de um Maracanã, tamanha vergonha, como se todos os olhos do mundo estivessem voltados na sua direção. Das mentiras que contou e acreditaram com facilidade. Das verdades que disse e ninguém levou a sério.

Não precisa ter pauta, seguir roteiro, deixa a conversa acontecer de improviso, uma lembrança puxando a outra pela mão, mas conta de você e deixa eu lhe contar de mim. Dessas coisas. De outras parecidas. Ouve também com os olhos. Escuta o que eu digo quando nem digo nada: a boca é o que menos fala no corpo. Não antecipe as minhas palavras. Não seja impaciente com o meu tempo de dizer. Não me pergunte coisas que vão fazer a minha razão se arrumar toda para responder. Uma conversa sem vaidade, ninguém quer saber qual história é a mais feliz ou a mais desditosa.

E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

É TÃO INTENSO. É TÃO BOM. É TÃO 'TUDO'.


Juro que eu queria estudar esse sentimento, para dar uma definição para ele.
Estudamos física, matemática, química e sempre chegamos a um resultado.
Mas o problema deste sentimento, é que ele não é lógico.
Só quem sente, sente. Só eu sei o que se passa aqui entro.
É TÃO FORTE, TÃO NOVO, TÃO SUREAL.
Eu juro que não saberia descrever em palavras.
Foi tão rápido? Foi. Mas explicação nenhuma isso requer.
A melhor coisa na vida é encontrar alguém que te completa, que
supra todas as necessidades mundanas e sentimentais (essa pra mim a mais importante).
É PURO, É SINCERO, É 'TUDO'!
É 'tudo' que eu quero pra mim.
É a essência da paixão, a delicadeza do carinho, é um olhar me dizendo sim,
é o encostar dos lábios parando o mundo a nossa volta, é o elogio de toda hora sem pedir...
Faz-me querer retribuir em dobro, me faz ser boba, ficar sem jeito, me faz ser eu!
"(...) É falar uma bobagem e ainda se sentir importante (...)" - Carpinejar.
Quando eu me dei uma chance, resolvi me amar e amar. Abri meu coração, varri a
poeira pra fora,
e agora estou aqui, tentando descrever essa paixão avassaladora, que veio sem me
perguntar se poderia entrar,
mas que agora eu não abro a porta para ela sair.
"(...) E eu perdi as chaves, mas que cabeça a minha! Agora vai ter que ser, para toda vida (...)" - Engenheiros do Hawaii /3x4

Palavras de um futuro bom...

Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama
Tô pronto pra te ouvir aqui na cama
Te espero vamos rir de todo mundo                                                                      
Nesse quarto tão profundo
Pára. Repara, tente ver a tua cara
Contemple esse momento é coisa rara
Uma emoção assim só se compara
À tudo que nós já passamos juntos
Preciso tanto aproveitar você
Olhar teus olhos, beijar tua boca
Ouvir palavras de um futuro bom...
Preciso tanto aproveitar você
Olhar teus olhos, beijar tua boca
Dizer palavras de um futuro bom...

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Eu quero menos...

"Eu quero menos...
Menos roupa,
menos cabeça quente,
menos falta de tempo,
menos resolver tudo por e-mail,
menos distância...
Ah, eu quero menos pra mim.
E quer saber?
Eu desejo o mesmo pra você!"

(Texto da propaganda da Havaianas).

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Simplicidade é vida!

Hoje eu queria ter ficado o dia todo deitada contigo na grama. Mas na grama mesmo, nada de frescura. E que fossemos parar ali deitados, depois de você me pegar no colo e me derrubar, como uma doce brincadeira de criança. Com isso queria olhar pro céu e ficar admirando as nuvens brancas e o sol brilhando. Ficar falando besteira e te fazer sorrir, isso me faz feliz.
O tempo poderia virar em chuva, e eu ia te pedir que não me tirasse dali, como tenho certeza que não faria. Queria uma cena de filme mesmo, onde não seria a chuva que atrapalharia a nossa paixão. Ah, eu queria pessoas olhando, pra eu as ouvir dizerem:
- Olha aqueles dois ali, que ridículos. Eu, com certeza, responderia: - Tive sorte, é diferente! Mas bem na verdade, nunca precisei de platéia. Eu sempre soube o que se passou e passa aqui dentro. Então que aconteça só entre nós dois. Gravarei na minha pele alguma coisa para lembrar aquele momento. Porque o momento de quando te encontrei, esse eu gravei antes mesmo de ficar contigo... “Somewhere, something amazing is waiting to be found.”.
Dizem que a gente tem que escrever tudo que quer. Comecei a escrever hoje. Escrevi, escrevi e escrevi. Eu ví que o que eu quero é ser feliz, como todo mundo quer. Só que eu tenho meus desejos particulares. Quero ter um amor, que me consuma por inteiro. Que me tire o sono, me deixe com ciúmes, me irrite, me ame ao extremo, me sufoque de paixão. Diga que me ama quando eu menos esperar. Eu quero sofrer por amor MESMO! Isso sempre vale a pena. Por que se acabar, a gente sempre tira uma lição. E acaba mesmo. Não dura pra sempre. Pode ser egoísmo, mas não penso em casar. Só quero um bom pai pros meu filhos. E quando me refiro a "bom pai", digo no sentido de que quero que ele cuide bem deles. Não quero dinheiro, só quero amor e carinho pra eles. Eu quero ter filhos, uns 2, pra eu nunca me sentir sozinha. Mas pode ser que eu case também. Vai saber. Quero que minha mãe dure pra sempre. Eu sei que isso não vai acontecer, mas enquanto eu puder, ela vai ser pra sempre. Quero fazer ela feliz enquanto estiver comigo. Quero dizer sempre, que amo minhas amigas. Elas talvez não saibam, mas fazem todo sentido na minha vida. Quando eu mais preciso, elas nem precisam conversar comigo, só me olham e sentem o que eu sinto. Eu quero ter meu negócio, ganhar dinheiro fazendo o que gosto. Eu queria morar em outro lugar e levar cada pessoa que me faz rir de um jeito comigo. Eu não uso ninguém. Não sou falsa com ninguém. Se gosto, gosto. Se não gosto, nem olho na cara da pessoa (pode pensar mesmo, se eu não te olhei, não gosto de ti). Eu sou feliz. Queria tanta coisa, mas o que eu tenho já me dá muitas alegrias. Penso que tem muita gente rica e infeliz. Eu SOU feliz com o que tenho. É suficiente, me basta. Minha família é tudo, meus amigos são tudo. Pra quê mais? Eu gosto de simplicidade. Tu tem? Pode me dar? Então chega perto, senta, vamos trocar idéias. Vamos rir do mundo, de tudo e de todos. O que eu tenho, carrego comigo. Um sorriso estampado na cara e uma capacidade de amar enorme. Quer falar mal de mim? Fala! Tô nem aí pra ti. Eu devo ser muito interessante mesmo, pra você tá cuidando da minha vida e não da sua. Vai viver, me deixa.
Fim? Não. Essa história tem muito pela frente ainda. O segundo capítulo tá sendo feito, dia pós dia... VIVA!
O pior da saudade é saber que só 'tal dia' te verei... Queria que a saudade de agora te fizesse chegar de noite para eu matá-la.

A vida segue e mais feliz.

Hoje eu acordei mais feliz.
Juntei os restos, coloquei-os no lixo e decidi começar uma nova fase.
Mas começar a nova fase no final do ano, em pleno dezembro?
Essa nova fase, to começando dentro de mim.
Eu comecei a me amar mais, amar quem me ama mais, dar valor pra um simples gesto de carinho, a um moço que abre a porta do carro pra mim, a minha mãe que só briga comigo (mas no fundo eu sei que ela ta certa)...
Coisas simples, mas que me fazem mais forte.
Coisas banais pra você, mas que pra mim tem muito sentido.
Gente que não me acrescenta nada coloquei no lixo também.
Mas hoje, além de tudo isso, coloquei no lixo um falso amor.
Ele me consumia muito, não me deixava respirar, sentir o ar fresco, cheirar as flores, ver a geada pela manhã...
E comigo não pode ser assim. Afinal, a palavra "Liberté" não foi por acaso que tatoei na minha pele...
Gosto de ser livre, sair correndo por aí, ver o mar, me jogar na areia, sentir a brisa...
Eu me doei por inteira, fiz o máximo que pude e não deu certo.
Passei por cima de tudo e de todos, mas o pior foi atropelar a mim mesmo.
E agora?
Agora eu vou viver, amar intensamente, cultivar o que deixei de lado, e se por ventura aparecer um novo amor, agarro com unhas e dentes. Afinal, o que seria da vida sem amor devastador? Comigo é assim, se joga de corpo inteiro ou então nem chega perto.
Mas o melhor de tudo isso, uma lição à gente sempre guarda. E alguém sempre olha por nós e nos dá o melhor presente quando menos se espera. É... Papai Noel foi muito generoso comigo este ano e nem chegamos no dia 25 ainda...

Algodão Doce

Texto dedicado a Emanuelli Costa
"Eu quero que tu seja a pessoa mais feliz desse mundo.
Que aproveite cada instante da tua vida, como se fosse o último mesmo.
Que esse momento da tua vida seja como comer um algodão doce. É, algodão doce mesmo. Desses que a gente vê em filme, da pessoa comer num parque de diversões. Talvez faça sentido, parque de diversões e algodão doce. O que é a vida afinal? Ninguém sabe. Mas a vida é pra ser vivida, aproveitada. Tu tá com um bebê dentro de ti. Já parou pra pensar nisso? Tá gerando um "serzinho"! Como pode? Já parou pra pensar como isso acontece? Nós, mulheres, somos abençoadas, conseguimos gerar outra pessoa. Isso deve ser uma sensação muito boa, né? Eu penso assim. Deve ser como comer um algodão doce e ficar toda lambusada. Ô coisa gostosa! A melhor parte desse algodão doce, vai se a hora que ele te sorrir. Aí sim, tu vai se dar conta de como valeu e vale a pena ser mãe. E a bunda 'goda'? Aiii, que delícia. Quero um algodão doce pra mim! E na hora que o algodão doce te chamar de mamãe então? Tu já pensou em tudo isso? Eu sempre penso. Mas pensa que tu abriu o saco do algodão doce, e vai pegar o primeiro pedaço e que tu tava louca pra comer ele. Pensou? Pois é, amiga, essa sensação de alívio depois de ter dado a primeira mordida, vai vir a hora que tu sentir ele (a) se mexer na tua barriga. Aiii, delícia! Mas a melhor parte de tudo isso, de todas as sensações, é que o algodão doce não acaba!
E tem coisa melhor que um algodão doce pra sempre? Acho que não..."

by Fernanda Brandão.